Todos os dias, os principais jornais dedicam ao menos uma página para notícias relacionadas a violência nos grandes centros urbanos. Os mais populares imprimem nas capas feitos de bandidos ou policiais. A tensão latente entre o “morro” e o “asfalto”, descrita por sociólogos como a versão atual da relação que se estabelecia entre a Casa Grande e a Senzala descrita por Gilberto Freyre, aparece no filme “Alucinados” de forma contundente.
A insegurança das classes mais abastadas é pano de fundo para a história de Casé, rapaz que entrou no mundo das drogas, e foi internado numa clínica de tratamento, mas acabou saindo sem cura. Nesse apecto, “Alucinados” dialoga com o filme “Meu nome não é Jonny”, mostrando o lado do jovem que não tem uma estrutura familiar capaz de ajudar nesta recuperação, e depende exclusivamente da instituição pública. O filme fala também da implacável ditadura do tráfico de drogas, da dificil relação entre policiais e moradores de favelas, e da iniciação ao mundo das drogas.
O filme foi rodado em HDCam, com recursos próprios do produtor e também diretor Roberto Santucci, que está buscando captar recursos para viabilizar a finalização e consequentemente lançá-lo nas salas de cinema. Mesmo sem estar finalizado, o filme concorreu como projeto em desenvolvimento nos Festivais de Cinema Brasileiro de Los Angeles e Madri, e ganhou o prêmio de Melhor Filme.
O filme foi rodado em HDCam, com recursos próprios do produtor e também diretor Roberto Santucci, que está buscando captar recursos para viabilizar a finalização e consequentemente lançá-lo nas salas de cinema. Mesmo sem estar finalizado, o filme concorreu como projeto em desenvolvimento nos Festivais de Cinema Brasileiro de Los Angeles e Madri, e ganhou o prêmio de Melhor Filme.
Nenhum comentário:
Postar um comentário